Doença florestal leva à criação de zona demarcada na Serra de Sintra

Uma área da Serra de Sintra, junto à Azóia, foi delimitada como zona demarcada depois de ter sido detetado Fusarium circinatum, um organismo prejudicial que pode provocar danos graves em determinadas espécies florestais.

De acordo com a Câmara Municipal de Sintra, esta praga florestal de quarentena pode atingir espécies do género Pinus, onde se incluem vários tipos de pinheiro, e também a espécie Pseudotsuga menziesii. A infeção pode causar danos e, em situações mais graves, a morte das árvores.

A zona agora demarcada inclui uma área considerada infetada e uma zona-tampão. O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas vai proceder à monitorização do território durante um período mínimo de dois anos.

Enquanto a delimitação estiver em vigor, é proibida a retirada de material lenhoso da área abrangida, excepto nas situações previstas na legislação e mediante o cumprimento das condições estabelecidas para o transporte e tratamento da madeira.

A Câmara alerta igualmente proprietários e gestores florestais para a obrigação de respeitarem as medidas de proteção aplicáveis. O incumprimento das regras poderá constituir contraordenação.

O município disponibilizou também o edital e a cartografia da zona abrangida, permitindo aos proprietários identificar com maior precisão as áreas sujeitas às medidas fitossanitárias.

Fonte original: Rádio Clube de Colares

Partilhar